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Um tweet,um fato incontestável,uma triste verdade.

@bqeg:  ” O medico passa madrugadas em hospital pra agradecerem a Deus. ”

Mereceu blogg essa, a mais pura verdade!

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Futuro próximo ?!

“Uma nova geração de artistas vai escrever genomas com a fluência com que Blake e Byron escreveram versos.” — Freeman Dyson  (imagem: “A Escada de Jacó”, de Blake)

Trecho de artigo do venezuelano Jason Silva em que ele apresenta algumas das idéias que pretende explorar em seu futuro filme “Turning into Gods”

Why We Could All Use a Heavy Dose of Techno-optimism

(“Por que deveríamos ter uma alta dose de techno-otimismo?”)

Publicado originalmente no Vanity Fair

JASON SILVA

Em uma recente conferência do TED, um jantar foi organizado pela Fundação Edge, um think tank sem fins lucrativos que celebra as grandes idéias. O tema da noite foi a “Nova Era da Maravilha”, e a discussão atraiu comparações com a Era Romântica, o período entre 1770 e 1830, quando a ciência ea arte eram amigas. Foi um tempo em que os astrônomos e poetas foram, de certa forma indistinguíveis, assim como artistas eram inspirados pela ciência por um senso inebriante de respeito e admiração. Em algum lugar abaixo da linha, no entanto, esses dois mundos tornaram-se incoerentes.

Talvez até agora. Estamos à beira de uma revolução bio/nanotecnológica/inteligência artificial que vai abrir novos mundos de exploração. E devemos abrir nossas mentes para a ilimitadas e e alucinantes possibilidades.

De acordo com o físico e escritor Freeman Dyson, nesta Nova Era da Maravilha “uma nova geração de artistas vai escrever genomas com a fluência com que Blake e Byron escreveram versos.” Leve isso em conta por apenas um minuto: ele está dizendo que nós estaremos aplicando o nosso talento criativo para o tecido do que somos.

Aqui estão algumas previsões do que poderíamos ver: 

• As lentes de contato como computadores. As lentes terão L.E.D. circuitos com reconhecimento de padrões e ligação à Internet de alta velocidade, cujos resultados irão sobrepor ao mundo digital na parte superior do mundo real, criando uma realidade aumentada. Basicamente, isto significa que as lentes podem fazer um computador invisível aparecer bem na sua frente.

• A cura da morte. O biogerontologista Aubrey de Grey viaja pelo mundo promovendo a investigação de novas terapias de rejuvenescimento para fazer todos nós possamos viver 1.000 anos. Ele acredita que o envelhecimento é simplesmente uma doença que não tem cura e que rouba 100 mil de pessoas por dia suas vidas, amores e vitalidade. Ele chama SENS sua pesquisa: Estratégias para Engenharia de Senescência Mínima. (Eu explorei essa idéia em meu filme The Immortalists.).

• Projetar cérebros humanos. O autor best-seller, futurista e inventor Ray Kurzweil diz que estamos a menos de três décadas de distância da engenharia reversa do cérebro humano em um computador capaz de criar uma inteligência mais inteligentes que a de humanos (A IBM espera fazer engenharia reversa do cérebro humano até 2030.) Kurzweil defende que, então, iremos nos fundir com esta inteligência e tornarmo-nos pós-biológicos, ou seja, ainda seremos humanos, mas melhorados. Nesse ponto, nós vamos simplesmente fazer back up de nossas mentes do mesmo jeito que fazemos backup de fotos digitais, eventualmente mudando nossa consciência para a Internet.

A cura para todas as doenças. Nanorobôs médicos do tamanho de hemácias farão engenharia reversa de nossa bioquímica para que nunca fiquemos doentes.

Há outros atualmente empurrando os limites do que é possível fazer — mavericks inaugurando o que é dito ser uma era de computadores e da biologia e um retorno à maravilha. Alguns poderiam dizer que estamos mexendo com forças que não entendemos completamente. Mas eu afirmo que a evolução destas tecnologias são precisamente o que significa ser humano: a nossa história é marcada por uma curiosidade implacável e nossa incrível capacidade de transcender os limites do que é considerado possível.

Nós somos a primeira espécie que cria tecnologia. Usamos a tecnologia para ampliar o nosso alcance. Nós não ficamos nas cavernas, e não estamos nos limitando ao planeta. Para tocar jazz com nossos genomas e o universo pode vir a ser o que nós somos. O biólogo Edward O. Wilson estava certo quando disse: “Nós desativamos a seleção natural … a força que nos fez assim… temos de olhar profundamente dentro de nós mesmos e decidir o que desejamos nos tornar.” (ou, como o autor de ficção científica britânico, inventor e futurista Arthur C. Clarke disse, “Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da mágica.”)

Se o processo da vida é sobre se mover para uma maior complexidade e organização, uma espécie de sublime desdobramento de sistemas cada vez maior de auto-organização, então estamos realmente fazendo muito bem. Certamente existem desafios pela frente, mas há também potencial para profunda grandeza. O Grande Colisor de Hadrons é apenas o exemplo mais recente dos feitos magníficos da humanidade.

Nós não devemos ter medo de empurrar os limites, em vez disso, devemos alavancar nossa ciência e nossa tecnologia, juntamente com nossa criatividade e nossa curiosidade, para resolver os problemas do mundo. Talvez Stewart Brand estava certo: “Somos como deuses e poderiamos ser bom nisso.” Afinal, mais poder acarreta mais responsabilidade.

Assista ao vídeo de Jason sobre o filme que pretende fazer: http://vimeo.com/10939144

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Suplementação vitamínica e mineral para o cérebro

Abaixo, a tradução de trecho do Capítulo 2 (“BRAIN AND SLEEP”) do Livro “TRANSCEND – nine steps to living well forever” (de Ray Kurzweil & Terry Grossman), que traz informações sobre suplementação para o cérebro (dentre outras dicas). O livro pode ser importado pela Livraria Cultura ou pelo site Amazon.com. Antes de ler este livro, no entanto, recomendamos a obra anterior dos mesmos autores “Medicina da Imortalidade”.

Os três primeiros capítulos (em inglês) do livro foram gratuitamente disponibilizados pelos autores aqui: http://www.rayandterry.com/transcend/chapters.shtml . Se você não tem fluência em inglês, ainda assim pode ler os livros com ajuda do novo Tradutor do Google (que nos ajudou a traduzir o trecho abaixo).

 

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Estilo de Vida Saudável, cérebro saudável

Como já discutimos, em muitos aspectos, você é o que você pensa. Mas o velho lema de que você é o que você come também é verdadeiro. Além de desafiar seu cérebro, as nossas recomendações dietéticas, conforme descrito nos capítulos 11 e 13, constituem sua primeira linha de defesa para manter um cérebro saudável. Seu cérebro é feito de 60% de gordura e, por isso, consumir gorduras saudáveis é especialmente importante para a saúde do cérebro. Ambos EPA e DHA, os principais componentes da gorduras omega-3 encontrados em peixes, são componentes importantes no tecido cerebral. Inflamação (superativação do sistema imunológico) é um acelerador de grandes de envelhecimento do cérebro, por isso as nossas recomendações dietéticas que visam reduzir inflamação (tais como evitar carboidratos dealto índice glicêmico, tais como alimentos com açúcar e amido) são também importantes para a saúde do cérebro.
Foi demonstrado em estudos duplo-cego controlado com placebo que os seguintes nutrientes do cérebro apresentam benefícios significativos para a saúde do cérebro, tal como citado em importantes revistas médicas, como a Nature:

Suplemento
Dosagem recomendada
Esclarecimentos e dicas
(esta coluna nao consta no livro de Kurzweil)
Vinpocetina
10 miligramas duas vezes por dia
Trata-se de um remédio barato e facilmente encontrado nas farmácias brasileiras.
Fosfatidilserina
100 mg duas vezes ao dia durante 1 mês, diminuindo para
100 miligramas diários a partir daí
É encontrada na soja e, de forma mais concentrada (porém não pura) na lecitina de soja. A lecitina de soja da Sundown apresenta 1200 miligramas, mas, como dissemos, não é pura. A única informação (a respeito de outro produto) que encontramos sobre as concentrações presentes na lecitina de soja são as seguintes: “Cada cápsula de 500mg de Lecitina de Soja contém 41,4mg de Fosfatidilcolina, 36,8mg de Fosfatidiletanolamina, 23,0mg de Fosfatidilinositol e 4,6mg de Fosfatidilserina.”
Acetil-L-carnitina
de 500 a 1.000 miligramas duas vezes por dia
Não encontramos este produto no Brasil. Se você encontrou, pode compartilhar com as demais pessoas comentando o blog.
EPA / DHA

1.000 a 3.000 miligramas diárias de EPA
700 a 2.000 miligramas por dia de DHA
É popularmente conhecido como “Ômega 3”. No Brasil, uma marca conhecida é a Sundown, cujo comprimido contém
540miligramas de EPA e 360  nmiligramas g DHA. Logo, é preciso tomar pelo menos dois comprimidos desta marca.
Fosfatidilcolina
900 miligramas 2-4 vezes ao dia
Também presente na lecitina de soja.
SAMe
200-400 miligramas duas vezes por dia

Não encontramos este produto no Brasil. Se você encontrou, pode compartilhar com as demais pessoas comentando o blog.

Vinpocetina, um suplemento natural derivado da planta pervinca, aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro, assim como aumenta a produção de adenosina trifosfato (ATP), fonte energética do cérebro. Tem demonstrado melhorar a memória de pessoas com memória normal, assim como aqueles com comprometimento da memória.

Fosfatidilserina é um constituinte natural da membrana celular, mas é encontrados em concentrações elevadas, especialmente no cérebro. A suplementação com fosfatidilserina retarda a perda de memória e tem sido mostrado para inverter perda de memória em alguns pacientes com declínio de memória relacionada à idade. Ela também diminui níveis de cortisol, um hormônio principal do envelhecimento.

Acetil-L-carnitina é uma substância natural que fortalece a mitocôndria, as fontes de energia dentro da célula. Ele também protege o cérebro do envelhecimento por abrandar a inflamação do tecido cerebral.

 

Ginkgo biloba tem sido um grampo da medicina chinesa há milhares de anos. Ela aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro, e vários estudos mostram que reduz a perda de memória a curto prazo em idosos. Ginkgo biloba é uma droga receitada na Europa mais do que qualquer outra substância farmacêutica para a perda de memória.

 

EPA e DHA são os principais componentes de gorduras omega-3 e são ambos encontrado em altas concentrações no tecido cerebral. Ambos ajudam a manter as membranas celulares do cérebro flexível. Como mencionado, o cérebro é composto por 60% de gordura e quando EPA e níveis de DHA são insuficientes, o cérebro vai substituir as gorduras menos desejáveis, tais como gorduras omega-6 e até mesmo o perigoso ácidos graxos-trans. Quando isso acontece, membranas celulares perdem sua flexibilidade e a transmissão de sinais entre neurônios torna-se prejudicada. Muitos estudos têm demonstrado uma melhora do humor e alívio de sintomas como depressão e ansiedade com a suplementação com a EPA/DHA.

 

Fosfatidilcolina (PC), como discutido no Capítulo 2, é um componente chave da membrana celular de todas as nossas células, incluindo células do cérebro. Estudos mostraram que a suplementação com o PC pode ajudar com a memória e o aprendizado em seres humanos sem deficiência mental.

 

S-adenosil-metionina (SAMe) é um derivado natural de um aminoácido normalmente produzida pelo organismo, e desempenha um papel na metilação (ver Capítulo 5). Níveis do mesmo no organismo, muitas vezes se esgotam na meia-idade. Múltiplos ensaios clínicos têm demonstrado que ele oferece benefícios substanciais para pacientes com depressão. Este efeito ocorre de forma relativamente rápida, ao contrário do necessário para elevar os níveis na corrente sanguínea, que acompanha alguns medicamentos para a depressão. É, portanto, uma forma eficaz, natural e tratamento rápido de ação para a depressão leve. Testes em humanos também têm demonstrado benefícios para o fortalecimento do fígado e para o alívio da osteoartrite.

 

Tirei esse texto interessantíssimo do blog Fabuloso Futuro.

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‘Turbinando’ isso que voce chama de cérebro

1. Toque Raul!

Seu cérebro é uma metamorfose ambulante. E até coisas banais, como tocar violão ou sair com os amigos, podem ajudá-lo a funcionar melhor. “A massa cinzenta é extremamente plástica”, diz Sidarta Ribeiro, um dos mais influentes neurologistas do país. “E o que mais ajuda é ler muito e conversar.” Mas não fica nisso: se você quiser aprimorar uma área específica, como a matemática ou a capacidade de leitura, tem como fazer isso de um jeito inusitado. Uma pesquisa publicada em 2008 por um consórcio de 7 grandes universidades americanas mostrou algo que parecia pouco provável: música e teatro aumentam a capacidade de concentração e geram ganhos tão significativos para a memória que você tem como extrapolar a melhora para outras áreas. Eles observaram que quem treina para tocar um instrumento parece ficar mais habilidoso em geometria e a compreender melhor um texto. Quem faz teatro, por fim, fica com a memória mais apurada, pelo hábito de decorar textos e interpretá-los no palco, e aumenta o nível de atenção – algo fundamental para aprender qualquer coisa. E a coisa não para por aí. A escola de medicina de Harvard conduziu uma experiência ainda mais surpreendente em 2007. Neurocientistas de lá colocaram voluntários para tocar exercícios fáceis de piano. Eles treinaram duas horas por dia durante uma semana. Depois os pesquisadores escanearam o cérebro do pessoal. E viram que a área da massa cinzenta responsável pelos movimentos dos dedos havia crescido. Calma, essa ainda não é a parte insólita. Outros estudos já tinham mostrado que o cérebro é capaz de fazer isso quando você treina um pouco. A surpresa mesmo veio quando pegaram outro grupo e pediram que eles só imaginassem que estavam tocando piano. Resultado: o cérebro deles reagiu da mesma forma. Isso mostrou que o pensamento puro e simples é capaz de mudar a estrutura da mente. Tem mais. A psicóloga Carol Dwek, da Universidade de Stanford, mostrou que até “pensamento positivo” funciona. Ela dividiu centenas de estudantes em dois grupos: os que achavam que sua inteligência era fixa e os que pensavam que ela podia mudar. Nos dois anos seguintes, o segundo grupo se deu melhor nos estudos.

Claro que nada disso pode fazer milagres com o cérebro: até 80% do seu QI já veio de fábrica com você. Mas que dá para trabalhar o resto, dá: o negócio é manter a mente ativa do jeito que você bem entender. E seguir as outras dicas que você vai ver aqui.

2. Coma nozes

“Dieta variada, exercícios físicos e uma boa noite de sono melhoram nossa capacidade cognitiva”, afirma o neurocirurgião Fernando Gómez-Pinilla, da Universidade da Califórnia. Ele diz que os ácidos graxos ômega 3, encontrados em nozes, óleos vegetais, salmão e outros peixes, são ótimos para o aprendizado e a memória. Nossas sinapses também gostam de ácido fólico (a vitamina B9, presente em vísceras de animais, verduras, legumes e grãos) e detestam gorduras trans e saturadas. Além disso, técnicas de ioga ajudam no raciocínio porque corrigem a respiração e mantêm o suprimento de oxigênio ao cérebro. Pelo mesmo motivo, qualquer caminhada já favorece a cognição.

3. Não se afobe

O psiquiatra americano Edward Hallowell ensina: quando topar com um teste difícil de resolver, conte até 20, tentando baixar a freqüência do pulso e da respiração. Isso é uma boa forma de mandar ao cérebro um sinal de que está tudo ok. Também não se afobe ao ler um texto longo: a compreensão aumenta quando baixamos a velocidade da leitura.

4. Compre um Nintendo

Videogames exigem tanta atividade cerebral que, sim, podem deixar qualquer um mais inteligente. Essa tese começou a ganhar terreno em 2005, com o livro Everything Bad Is Good for You (“Tudo o Que É Bom É Ruim para Você”), do jornalista científico Steven Johnson. E hoje, com cada vez mais pesquisas mostrando que o simples fato de manter a cabeça ativa aumenta a cognição, ela vem ganhando terreno. Mas espere aí: se games melhoram o cérebro de forma indireta, por que não fazer um jogo que tenha como objetivo deixar os usuários mais espertos? Foi justamente o que a Nintendo fez em 2006. Era o Brain Age, um game projetado para melhorar a capacidade de raciocínio. Ele foi concebido a partir de idéias do neurocientista Ryuta Kawashima. O japonês observou que, quando alguém está trabalhando em algo muito complicado, como equações de física quântica, usa só algumas áreas do cérebro. Mas, se a tarefa for fazer uma seqüência de cálculos fáceis (tipo 3 + 2, 4 – 1, 9 + 3…), só que num ritmo frenético, um atrás do outro, acontece um fenômeno: seu cérebro vira um céu de Copacabana no Ano-Novo. Neurônios começam a pipocar suas descargas elétricas em todos os cantos da massa cinzenta. Esse é o objetivo do Brain Age: jogar problemas fáceis em sequências estroboscópicas. E isso, pela teoria de Kawashima, funcionaria como uma academia para o cérebro. Além de sequências de contas, o Brain Age tem outros jogos parecidos, como mostrar uma série de números espalhados na tela por um piscar de olhos, depois esconder tudo e pedir que você clique onde eles estavam, em ordem crescente. Outro puxa sua capacidade de concentração ao limite mostrando o nome de cores na tela, mas nas “cores erradas”, tipo a palavra “azul” escrita em amarelo. E desafia você a dizer qual é a pigmentação das letras. Parece fácil, mas é o suficiente para derreter os neurônios. Com essas coisas, o Brain Age vendeu 15 milhões de cópias. O êxito fez surgir uma série de clones do jogo. E também chamou a atenção para sistemas que já existiam, como o Supermemo, que promete deixar os usuários com uma memória de elefante (confira em http://www.supermemo.com). Mas e aí? Tudo isso funciona mesmo? A ciência não sabe dizer ainda. Seja como for, os fãs desse tipo de jogo têm uma boa notícia. Neste ano, pesquisadores americanos e suíços colocaram 35 voluntários para fazer uma batelada desses exercícios. E eles melhoraram seu desempenho em testes de raciocínio aplicados depois dos treinos. Mesmo assim, a chefe da equipe, Susanne Jaeggi , mantém a cautela: “Isso ainda não é uma evidência científica”. Bom, mesmo que nunca haja uma, vale pela brincadeira.

5. E as drogas?

Alguns remédios podem bombar o raciocínio, em geral alterando o equilíbrio de neurotransmissores envolvidos nesse processo. Mas cuidado. As estrelas entre as “drogas da inteligência” são o metilfenidato (Ritalin) e o modafinil (Provigil). O primeiro é indicado para o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, enquanto o modafinil serve para combater a sonolência. Mas um recente relatório da Academia de Ciências Médicas de Londres afirma que eles ajudam a melhorar a atenção e a memória de pessoas saudáveis. O relatório também alerta para os perigos de comprar esses compostos sem orientação médica. O aderal, por exemplo, pode melhorar a concentração, mas também causar ataque cardíaco; o aniracetam ajuda na memória, mas gera ansiedade e insônia; as metanfetaminas contribuem para a concentração, e também para derrames cerebrais. Já a vasopressina, um hormônio para o tratamento do diabetes, ajuda na memória e no aprendizado. Por outro lado, seu consumo desordenado gera náuseas, anginas e coma.

E tem a velha nicotina. Estudos mostram que ela parece aumentar a interação entre os neurônios, o que favorece a atenção. Mas o preço a pagar por ela você sabe qual é. Segundo Gabriel Horn, da Universidade de Cambridge, mais de 500 substâncias como essas estão sendo pesquisadas – em geral para o tratamento de Alzheimer, Parkinson e outras doenças degenerativas. A maioria provavelmente terá seu uso restringido por agências reguladoras, mas algumas devem chegar às farmácias em breve.

6. Faça cara de inteligente

Não basta ser, tem que parecer. Dividir uma conta de bar de cabeça, saber com que países a Lituânia, o Chade ou o Butão fazem fronteira e responder testes de inteligência mais rápido que os outros é privilégio de poucos. Mas, com estes truques aqui, qualquer ignóbil pode posar de Prêmio Nobel! Pode testar: eles ajudam sua cabeça a fazer coisas que nem ela acredita.

Acelere os cálculos

Números grandes são grandes, mas são dois. Não tenha medo deles. Por exemplo

Quanto é 725 menos 391?

O truque – Quebre os números. É o que muitos já fazem intuitivamente. Aqui, o melhor a fazer é tirar 400 de 725 (fácil) e adicionar 9 (a diferença entre 391 e 400). Pronto. O resultado é esse mesmo que você pensou.

Aumente seu QI

Questões de testes de QI, como esta, têm suas manhas. Quais letras faltam aqui?

Reportagem fotográfica

O truque – Procure por padrões. Leia as colunas da esquerda para a direita e veja que a seqüência pula um número, depois dois, depois um. Viu? Agora você está pronto para enfrentar a próxima página.

Use a imaginação

Crianças têm mais facilidade para decorar mapas porque viajam: elas associam a forma dos países à de coisas reais. Faça como elas. Assim

1. Pense grande

A parte à esquerda do mapa da Europa todo mundo conhece. Vamos para a parte mais difícil: memorizar alguns países do leste.

2. Quebre tudo

Separe o mapa em grupos de países (mentalmente, claro) e se concentre em um bloco de cada vez. Para começar, vamos centrar o foco na Estônia (ali, bem pequenininha, em amarelo).

3. Observe nuvens

Associe a forma do país a algo de verdade. Só que bem peculiar. Por exemplo: com um pouco de força dá para imaginar isto aqui como uma vaca correndo da direita para a esquerda. Uma vaca chamada Estônia.

4. Pire

Associe os países do bloco de jeitos absurdos. Quanto mais surreal, mais fácil de memorizar. Então agora a vaca Estônia está fugindo de Letônia, a urubu de estimação de dona Lituânia (a senhora corcunda da parte de baixo). Agora tente com os Bálcãs!

Para saber mais

Treine a Mente, Mude o Cérebro

Sharon Begley, Fontanar, 2008.

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Independência ou Morte (1972) / FILME

Well, isso aqui não é um broguê de “ling di donloadi” (risos).. más,certas coisas merecem ser postadas,tipo esse filme que mostra um pouquinho da “Independência” do Brasil colonial..

Sem mais, enjoy!
Independencia ou Morte

Título Original: Independência ou Morte

Gênero: Épico | Histórico | Drama

Ano de Lançamento: 1972

Duração: 108 min

País de Produção: Brasil

Diretor(a): Carlos Coimbra

Sinopse:

Tendo como ponto de partida o dia da abdicação de D. Pedro I, é traçado um perfil do monarca, desde quando ainda menino veio da Europa, quando sua família fugia das tropas napoleônicas e sua ascensão à Príncipe Regente, quando D. João VI retornou para Portugal. Em pouco tempo a situação política torna-se insustentável e o regente proclama a independência, mas seu envolvimento extraconjugal com a futura Marquesa de Santos provoca oposição em diversos setores e José Bonifácio de Andrada e Silva pede demissão do Ministério, mas este não seria o único caso, que ministros e nobres entrariam em choque com o imperador por causa da marquesa, que permanentemente influenciava as decisões do soberano, mas tudo isto causava um inevitável desgaste político.

Elenco:

Tarcísio Meira … Imperador D. Pedro I

Glória Menezes … Marquesa de Santos

Dionísio Azevedo … José Bonifácio

Rubens Ewald Filho

Kate Hansen … Imperatriz Leopoldina

Emiliano Queiroz … Chalaça

Manoel da Nóbrega … Dom João VI, Rei de Portugal

Heloísa Helena … Carlota Joaquina

Labanca … Frei Arrabida

Renato Restier … Barão de Mareschall

Anselmo Duarte … Gonçalves Ledo

Jairo Arco e Flexa

Abilio Pereira de Almeida

Maria Cláudia … Maria Amélia

Vanja Orico

Dados do Arquivo:

Tamanho: 321 Mb

Formato: RMVB

Qualidade: VHS Rip

Audio: Português

Legenda: S/L

Download via Megaupload

 

// Copiado descaradamente de Filmesepicos.com ! ;D

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DEUS e Seus Dados, PT 2

Isto era impossível, de acordo com as ideias então aceitas de espaço e tempo. Mas em 1915, Einstein apresentou a sua revolucionária Teoria Geral da Relatividade. Nela, espaço e tempo não eram mais entidades separadas e independentes. Ao invés disto, eles eram somente diferentes direções em um único objeto chamado espaço-tempo. Este espaço-tempo não era plano, mas deformado e encurvado pela matéria e energia nele contidas.Para entender isto, considere uma superfície de borracha com um peso nela colocado, para representar a estrela. O peso formará uma depressão na borracha, e por sua causa a superfície perto da estrela será curva, ao invés de plana. Se rolarmos bolas de gude na superfície de borracha, suas trajetórias serão curvas, ao invés de linha retas. Em 1919, uma expedição britânica na África Ocidental observou a luz de estrelas distantes que passou perto do sol durante um eclipse. Eles descobriram que as imagens das estrelas foram deslocadas levemente de suas posições normais. Isto indicou que as trajetórias da luz das estrelas tinham sido desviadas pelo espaço-tempo curvo perto do sol. A Relatividade Geral estava confirmada.

Considere agora colocar pesos mais e mais pesados e concentrados na superfície de borracha. Eles irão formar uma depressão na superfície cada vez maior. Finalmente, em um peso e tamanho críticos, eles farão um buraco sem fundo na superfície, onde as partículas podem cair, mas nada pode ser retirado.

O que acontece no espaço-tempo, de acordo com a Relatividade Geral, é bem parecido. Uma estrela encurvará e distorcerá o espaço-tempo perto dela, mais e mais quanto mais massiva e compacta for a estrela. Se uma estrela massiva, que queimou seu combustível nuclear, esfria e se encolhe abaixo de um tamanho crítico, ela formará literalmente um buraco sem fundo no espaço-tempo, de onde a luz não pode sair. A tais objetos foi dado o nome de Buracos Negros, pelo físico americano John Wheeler, que foi um dos primeiros a reconhecer a sua importância, e os problemas que levanta. O nome pegou rápido. Para os americanos, sugeria algo escuro e misterioso, enquanto que para os britânicos havia a ressonância adicional do Buraco Negro de Calcutá. Mas os franceses, sendo franceses, viram um significado mais risqué. Por anos, eles resistiram ao nome, trou noir, dizendo que era obsceno. Mas era um pouco como tentar resistir ao le weekend, e outros franglais.1 Ao final, tiveram que desistir. Quem pode resistir a um nome tão vencedor?

Agora, temos observações que indicam buracos negros em vários objetos, de sistemas estelares binários ao centro das galáxias. Então, hoje é geralmente aceito que buracos negros existem. Mas, além de seu potencial para a ficção científica, qual é o seu significado para o determinismo? A resposta está em um adesivo que eu tinha na porta do meu escritório: Buracos Negros Estão Fora do Alcance. Não somente as partículas e os astronautas azarados que caem dentro de um buraco negro nunca mais voltam, mas também a informação que eles carregam é perdida para sempre, ao menos da nossa região do universo. Você pode jogar aparelhos de televisão, anéis de diamante, ou mesmo seus piores inimigos dentro de um buraco negro, e tudo que o buraco negro recordará é a massa total, e o estado de rotação. John Wheeler cunhou isto como, ‘Um Buraco Negro não Tem Cabelos.’ Para os franceses, isto somente confirmou suas suspeitas.

Desde que se pensasse que os buracos negros continuariam a existir para sempre, esta perda de informação não parece importar muito. Poderia dizer-se que a informação ainda existia dentro do buraco negro. Acontece que não se pode dizer o que é, do lado de fora. Entretanto, a situação mudou quando eu descobri que os buracos negros não são completamente negros. A mecânica quântica faz com que eles emitam partículas e radiação a uma taxa constante. Este resultado veio como uma total surpresa para mim, e para todos os outros. Mas, pensando após o fato ocorrido, deveria ter sido óbvio. O que pensamos como espaço vazio não é realmente vazio, mas é preenchido com pares de partículas e antipartículas. Estas aparecem juntas em algum ponto do espaço e tempo, movem-se separadamente, e então juntam-se e aniquilam-se. Estas partículas e antipartículas ocorrem porque um campo, tais como os campos que transmitem luz ou gravidade, não podem ser exatamente zero. Isto significaria que o valor do campo teria tanto uma posição exata (no zero) e uma velocidade ou taxa de mudança exata (também zero). Isto seria contra o Princípio da Incerteza, simplesmente porque uma partícula não pode ter tanto uma posição exata quanto uma velocidade exata. Então todos os campos devem ter as chamadas flutuações de vácuo. Devido ao comportamento quântico da natureza, pode-se interpretar estas flutuações de vácuo em termos de partículas e antipartículas, como descrevi.

Estes pares de partículas ocorrem para todas as variedades de partículas elementares. Elas são chamadas partículas virtuais, porque ocorrem mesmo no vácuo, e não podem ser medidas diretamente por detectores. Entretanto, os efeitos indiretos das partículas virtuais, ou flutuações de vácuo, tem sido observadas em numerosos experimentos, e sua existência confirmada.

Se há um buraco negro por perto, um membro de um par partícula antipartícula pode cair dentro do buraco, deixando o outro membro sem um parceiro com o qual aniquilar-se. A partícula abandonada pode igualmente cair dentro do buraco, mas também pode escapar para uma grande distância do buraco, onde se tornará uma partícula real, que pode ser medida por um detector. Para alguém longe do buraco negro, ela parecerá ter sido emitida pelo buraco. Esta explicação de como os buracos negros não são tão negros torna claro que a emissão dependerá do tamanho do buraco negro, e da taxa à qual ele está rotando. Mas uma vez que os buracos negros não têm cabelos, na frase de Wheeler, a radiação será do contrário independente do que foi ao buraco. Não importa se você jogar aparelhos de televisão, anéis de diamante, ou seus piores inimigos dentro do buraco negro. O que volta para fora será o mesmo.

Então, o que tudo isto tem a ver com determinismo, que é o suposto assunto desta palestra? O que isto mostra é que há muitos estados iniciais, contendo aparelhos de televisão, anéis de diamantes, e até pessoas, que evoluem para o mesmo estado final, ao menos do lado de fora do buraco negro. Mas na visão de Laplace do determinismo, havia uma correspondência um a um entre os estados iniciais e os estados finais. Se você soubesse o estado do universo em algum instante do passado, você poderia prevê-lo no futuro. Similarmente, se você o conhecesse no futuro, poderia calcular como ele deveria ter sido no passado. O advento da teoria quântica nos anos 20 reduziu a extensão do que se poderia prever pela metade, mas ainda deixou uma correspondência um a um entre os estados do universo em tempos diferentes. Se alguém soubesse a função de onda em um instante, poderia calcula-la em qualquer outro tempo.

Com buracos negros, entretanto, a situação é um pouco diferente. Acaba-se com o mesmo estado fora do buraco, seja o que for que se tenha jogado para dentro, uma vez que tenha alguma massa. Portanto não há uma correspondência um a um entre o estado inicial e o estado final, tanto fora quanto dentro do buraco negro. Mas o ponto importante é que a emissão de partículas e radiação pelo buraco negro causará a perda de massa do buraco negro, que ficará menor. Finalmente, parece que o buraco negro diminuirá para massa zero, e desaparecerá totalmente. O que, então, acontecerá com todos os objetos que caíram dentro do buraco, e todas as pessoas que nele se jogaram ou foram jogadas? Elas não podem sair novamente, porque não há massa ou energia suficiente no buraco negro para mandá-los para fora novamente. Eles podem passar para outro universo, mas isto não é algo que fará nenhuma diferença para aqueles de nós suficientemente prudentes para não se jogar em um buraco negro. Mesmo a informação sobre o que caiu no buraco não poderia sair novamente quando o buraco finalmente desaparecesse. Informação não pode ser transportada sem um custo, como aqueles de vocês que têm conta de telefone sabem. Informação requer energia para ser transportada, e não haverá energia sobrando quando o buraco negro desaparecer.

O que tudo isto significa é que a informação será perdida de nossa região do universo quando buracos negros são formados, e então evaporar. Esta perda de informação significará que podemos prever menos ainda do que pensávamos, de acordo com a teoria quântica. Na teoria quântica, não se pode prever com certeza tanto a posição quanto a velocidade de uma partícula. Mas ainda há uma combinação de posição e velocidade que pode ser prevista. No caso de um buraco negro, esta predição definitiva envolve ambos os membros de um par de partículas. Mas podemos medir somente a partícula que sai. Não há maneira mesmo em princípio de medirmos a partícula que cai no buraco. Então, até onde sabemos, ela poderia estar em qualquer estado. Isto significa que não podemos fazer nenhuma previsão definitiva sobre a partícula que escapa do buraco. Mas não há combinação de posição e velocidade de somente uma partícula que possamos predizer definidamente, porque a velocidade e a posição dependerão da outra partícula, que não observamos. Portanto parece que Einstein estava duplamente errado quando disse, Deus não joga dados. Não somente Deus definitivamente joga dados, mas Ele algumas vezes nos confunde jogando-os onde eles não podem ser vistos.

Muitos cientistas são como Einstein, ao ter uma profunda ligação emocional com o determinismo. Diferentemente de Einstein, eles aceitaram a redução em nossa habilidade de prever que a teoria quântica trouxe. Mas isto foi o bastante. Eles não gostaram da redução adicional que os buracos negros parecem implicar. Então eles tem afirmado que a informação na verdade não é perdida nos buracos negros. Mas não foram capazes de achar nenhum mecanismo que retornaria a informação. É apenas uma esperança pífia de que o universo seja determinístico, da forma como Laplace pensou. Sinto que estes cientistas não aprenderam a lição da história. O universo não se comporta de acordo com nossas ideias pré-concebidas. Ele continua a nos surpreender.

Alguém pode pensar que importaria muito se o determinismo entrasse em colapso perto de buracos negros. Estamos quase com certeza a pelos menos poucos anos-luz de um buraco negro de qualquer tamanho. Mas o Princípio da Incerteza implica que todas as regiões do espaço deveriam estar cheias de minúsculos buracos negros virtuais, que aparecem e desaparecem de novo. Pode-se pensar que partículas e informação poderiam cair nestes buracos negros, e serem perdidas. Como estes buracos negros são muito pequenos, uns cem trilhões de trilhões de vezes menor do que o núcleo de um átomo, a taxa com que a informação seria perdida seria muito baixa. É por isto que as leis da ciência parecem determinísticas, com muito boa aproximação. Mas em condições extremas, como no jovem universo, ou em colisões de alta energia entre partículas, poderia haver perda considerável de informação. Isto levaria à imprevisibilidade na evolução do universo.

Para resumir, o assunto do qual estive falando é se o universo evolui de maneira arbitrária ou se ele é determinístico. A visão clássica, apresentada por Laplace, era de que o movimento futuro das partículas estava completamente determinado, sabendo-se suas posições e velocidades em um instante. Esta visão teve que ser modificada quando Heisenberg apresentou o seu Princípio da Incerteza, que dizia que não se poderia conhecer ao mesmo tempo a posição e a velocidade acuradamente. Entretanto, ainda era possível prever uma combinação de posição e velocidade. Mas mesmo esta previsibilidade limitada desapareceu quando os efeitos dos buracos negros foram considerados. A perda de partículas e informação nos buracos negros significava que as partículas que saíam eram aleatórias. Poderia calcular-se probabilidades, mas nenhuma previsão definitiva. Portanto, o futuro do universo não está completamente determinado pelas leis da ciência e seu estado presente, como Laplace pensou. Deus ainda tem alguns truques.

Isto é tudo o que tenho a dizer por agora. Obrigado pela atenção.

Nota do Tradutor

1 – Weekend, palavra da língua inglesa que significa final de semana, foi incorporado ao francês como um estrangeirismo. Franglais é uma composição entre as palavras francesas français e anglais

(inglês). O autor está se referindo à notória resistência dos franceses à hegemonia da língua inglesa.

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DEUS e Seus Dados, PT 1.1

de Stephen W. Hawking

Esta palestra é sobre se podemos prever o futuro ou se ele é arbitrário e aleatório. Na antiguidade, o mundo deve ter parecido razoavelmente arbitrário. Desastres como enchentes ou doenças devem ter se parecido a acontecimentos sem aviso ou razão aparente. Pessoas primitivas atribuíram tais fenômenos naturais a um panteão de deuses e deusas, que comportavam-se de forma caprichosa e mágica. Não havia meio de prever o que eles fariam, e a única esperança era ganhar favores em troca de presentes ou ações. Muitas pessoas ainda assumem parcialmente esta crença, e tentam fazer um pacto com a sorte. Elas se oferecem a fazer certas coisas, se ganharem uma nota A em um curso, ou passarem no seu teste de direção.

Gradualmente, entretanto, as pessoas devem ter notado certas regularidades no comportamento da natureza. Estas regularidades eram muito óbvias no movimento dos corpos celestes através do céu. Então a astronomia foi a primeira ciência a ser desenvolvida. Ela foi posta sobre uma base matemática firme por Newton, mais de 300 anos atrás, e ainda usamos a sua teoria da gravidade para prever o movimento de quase todos os corpos celestes. Seguindo o exemplo da astronomia, foi descoberto que outros fenômenos naturais também obedeciam leis científicas definidas. Isto levou à idéia do determinismo científico, que parece ter sido expressa publicamente pela primeira vez pelo cientista francês Laplace. Gostaria de citar para vocês as palavras originais de Laplace, então pedi a um amigo para procurá-las. Elas estão em francês, é claro, não que eu pense que isto seria algum problema para esta assistência. Mas o problema é que Laplace era como Prewst, pois escrevia frases de extensão e complexidade incomuns. Então decidi parafrasear as citações. Com efeito, o que ele disse foi que, se em um dado momento, soubermos as posições e as velocidades de todas as partículas no universo, então poderíamos calcular o seu comportamento em qualquer outro tempo, no passado ou no futuro. Há uma história, provavelmente apócrifa, de que quando Laplace foi perguntado por Napoleão sobre como Deus se encaixava neste sistema, ele respondeu, ‘Senhor, eu não precisei desta hipótese.’ Não acho que Laplace estivesse afirmando que Deus não existisse. Somente que ele não intervém para quebrar as leis da Ciência. Esta deve ser a posição de todo cientista. Uma lei científica não é uma lei científica se ela somente se aplica quando algum ser sobrenatural decide deixar as coisas funcionarem e não intervir.

A idéia de que o estado do universo em um dado momento determina o estado em todos os outros tempos, sempre foi um princípio central da ciência, desde o tempo de Laplace. Ela implica que podemos prever o futuro, ao menos em princípio.Na prática, entretanto, nossa habilidade para prever o futuro é severamente limitada pela complexidade das equações, e o fato de que elas frequentemente apresentam uma propriedade chamada caos. Como os que viram Jurassic Park sabem, isto significa que um pequeno distúrbio em um lugar pode causar uma grande mudança em outro. Uma borboleta batendo suas asas pode provocar chuva no Central Park, Nova Iorque. O problema é que o fenômeno não é reproduzível. Da próxima vez que a borboleta bater as suas asas, uma porção de outras coisas serão diferentes, que também influenciarão o tempo. É por isto que as previsões do tempo são tão imprecisas.

Apesar destas dificuldades práticas, o determinismo científico permaneceu o dogma oficial ao longo do século XIX. Entretanto, no século XX, houve dois avanços que mostram que a visão de Laplace, de uma previsão completa do futuro, não pode ser alcançada. O primeiro destes avanços foi o que é chamado de mecânica quântica. Ela foi apresentada pela primeira vez em 1900, pelo físico alemão Max Planck, como uma hipótese ad hoc, para resolver um notável paradoxo. De acordo com as ideias clássicas do século XIX, que vinham de Laplace, um corpo quente, como um pedaço de metal vermelho e quente, deveria liberar radiação.Ele perderia energia em ondas de rádio, infra-vermelho, luz visível, ultravioleta, raios x, e raios gama, todos à mesma taxa. Isto não somente significaria que todos morreríamos de câncer de pele, mas também que tudo no universo estaria à mesma temperatura, o que é claramente falso. Entretanto, Planck mostrou que se poderia evitar este desastre se se desistisse da ideia de que a quantidade de radiação poderia ter qualquer valor, e disse, ao contrário, que a radiação vinha somente em pacotes ou quanta de um certo tamanho. É um pouco como dizer que você não pode comprar açúcar no supermercado em qualquer quantidade, mas somente em pacotes de um quilograma. A energia nos pacotes ou quanta é maior para raios ultravioleta e raios x. É por isto que não sofremos queimaduras de um copo de café.

Planck considerou a ideia dos quanta somente como um truque matemático, não tendo nenhuma realidade física, o que quer que isto signifique. Entretanto, os físicos começaram a encontrar outros comportamentos que poderiam ser explicados somente em termos de quantidades tendo valor discretos, ou quantizados, ao invés de continuamente variáveis. Por exemplo, seria descoberto que partículas elementares se comportavam como peões, girando ao redor de um eixo. Mas a velocidade de giro (spin) não podia ter qualquer valor. Ele tinha que ser algum múltiplo de uma unidade básica. Porque esta unidade é muito pequena, não se nota que um pião normal na verdade desacelera em uma rápida sequência de passos discretos, ao invés de um processo contínuo. Mas para peões tão pequenos quanto átomos, a natureza discreta do spin é muito importante.

Algum tempo se passou antes que as pessoas percebessem as implicações deste comportamento quântico para o determinismo. Foi somente em 1926 que Werner Heisenberg, outro físico alemão, afirmou que não se poderia medir tanto a posição quanto a velocidade de uma partícula com exatidão. Para ver onde está a partícula, deve-se incidir luz sobre ela. Mas, pelo trabalho de Planck, não se pode usar uma quantidade de luz arbitrariamente pequena.Deve-se utilizar ao menos um quantum. Isto causará um distúrbio na partícula e mudar a sua velocidade de uma maneira que não pode ser prevista. Para medir a posição da partícula de forma acurada, você terá que usar luz de pequeno comprimento de onda, como ultravioleta, raios x, ou raios gama. Mas, novamente, de acordo com o trabalho de Planck, os quanta destas formas de luz têm energias maiores do que a da luz visível. Então elas perturbarão mais a velocidade da partícula. É uma situação sem vitória possível: quanto mais acuradamente se tenta medir a posição da partícula, menos acuradamente se pode saber a velocidade, e vice-versa. Isto é resumido no Princípio da Incerteza que Heisenberg formulou; a incerteza na posição de uma partícula vezes a incerteza na sua velocidade é sempre maior do que uma quantidade chamada constante de Planck, dividida pela massa da partícula.

A visão de Laplace do determinismo científico envolvia saber as posições e velocidades das partículas no universo, em um instante de tempo. Logo, ela foi seriamente minada pelo princípio da Incerteza de Heisenberg. Como se poderia prever o futuro, quando não se poderiam medir precisamente tanto as posições quanto as velocidades das partículas no presente? Não importa a potência do seu computador, se você entrar com dados ruins, você terá previsões ruins na saída.

Einstein estava muito descontente com esta aparente aleatoriedade na natureza. Seus pontos de vista foram resumidos em sua frase famosa, ‘Deus não joga dados’. Parece que ele sentiu que a incerteza era somente provisória: mas havia uma realidade subjacente, na qual as partículas teriam posições e velocidades bem definidas, e evoluiriam de acordo com leis determinísticas, no espírito de Laplace. Esta realidade poderia ser conhecida para Deus, mas a natureza quântica da luz nos impediria de ver, a não ser em espelho e de modo confuso.

A visão de Einstein era o que chamaríamos agora de teoria de variável escondida. Teorias de variável escondida podem parecer a maneira mais óbvia de incorporar o Princípio da Incerteza na física. Elas formam a base do quadro mental do universo assumido por muitos cientistas e quase todos os filósofos da ciência. Mas estas teorias de variável escondida podem estar erradas. O físico britânico John Bell, que morreu recentemente, inventou um teste experimental que distinguiria teorias de variável escondida. Quando o experimento foi cuidadosamente executado, os resultados foram inconsistentes com variáveis escondidas. Portanto parece que mesmo Deus é limitado pelo Princípio da Incerteza, e não pode saber tanto a posição quanto a velocidade de uma partícula. Então Deus realmente joga dados com o universo. Todas as evidências sugerem que ele é um jogador inveterado, que joga dados em todas as ocasiões possíveis.

Outros cientistas foram muito mais rápidos do que Einstein para modificar a visão clássica do determinismo do século XIX. Uma nova teoria, chamada mecânica quântica, foi apresentada por Heisenberg, o austríaco Erwin Schroedinger, e o físico britânico Paul Dirac. Dirac antecedeu o meu predecessor como Professor Lucasiano em Cambridge. Ainda que a mecânica quântica tenha estado por aí por quase 70 anos, ela geralmente ainda não é entendida ou apreciada mesmo por aqueles que a usam para fazer cálculos. Mas isto deveria nos preocupar a todos, porque é um quadro completamente diferente do universo físico, e da realidade mesma. Na mecânica quântica, as partículas não têm posições e velocidades bem definidas.Ao contrário, elas são representadas pelo que é chamado função de onda. Trata-se um número em cada ponto do espaço. A amplitude da função de onda dá a probabilidade de que a partícula seja achada naquela posição. A taxa com a qual a função de onda varia de ponto a ponto dá a velocidade da partícula. Isto indicará que a incerteza na posição é pequena. Mas a função de onda variará muito rapidamente perto do pico, aumentado de um lado, diminuindo do outro. Portanto a incerteza na velocidade será grande. Similarmente, pode-se ter funções de onda onde a incerteza na velocidade é pequena, mas a incerteza na posição é grande.

A função de onda contém tudo que se pode saber sobre a partícula, tanto sua posição quanto sua velocidade. Se sabe-se a função de onda em um instante, então seus valores em outros tempos são determinados pelo que é chamado de equação de Schroedinger. Portanto, ainda se tem um tipo de determinismo, mas não é do tipo que Laplace vislumbrou. Ao invés de ser capaz de prever as posições e velocidades das partículas, tudo o que podemos prever é a função de onda. Isto significa que podemos prever somente a metade do que poderíamos, de acordo com a visão clássica do século XIX.

Ainda que a mecânica quântica leve à incerteza, quando tentamos prever tanto a posição quanto a velocidade, ela ainda nos permite prever, com certeza, uma combinação de posição e velocidade. Entretanto, mesmo este grau de certeza parece estar ameaçado pelos mais recentes avanços. O problema surge porque a gravidade pode deformar tanto o espaço-tempo que podem haver regiões que não observamos.

Curiosamente, o próprio Laplace escreveu um artigo em 1779 sobre como algumas estrelas poderiam ter um campo gravitacional tão forte que a luz não pudesse escapar, mas seria arrastada de volta à estrela. Ele até calculou que uma estrela com a mesma densidade do sol, mas duzentas e cinquenta vezes o seu tamanho, teria esta propriedade. Mas ainda que Laplace possa não ter percebido, a mesma ideia tinha sido apresentada 16 anos antes por um homem de Cambridge, John Mitchell, em um artigo na Philosofical Transactions of the Royal Society. Tanto Mitchell quanto Laplace pensaram na luz como sendo constituída de partículas, parecidas com balas de canhão, que poderiam ser desaceleradas pela gravidade, e forçadas a cair de volta na estrela. Mas um experimento famoso, executado por dois americanos, Michelson e Morley em 1887, mostrou que a luz sempre viaja à velocidade de cento e oitenta e seis mil milhas por segundo, não importando de onde tenha vindo. Como então poderia a gravidade desacelerar a luz, e fazê-la cair de volta?

 

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